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Ecologia
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31.10.02 LITORAL NORTE Evento debate desenvolvimento sustentável Nos dias 4 a 6 de novembro acontece em Caraguatatuba um encontro para elaboração do Plano de Ação e Gestão para o Desenvolvimento Sustentável do Litoral Norte A organizadora do evento é a ONG Alnorte (Ambiental Litoral Norte), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. A meta é combinar iniciativas de entidades civis com planos de governos. Mais informações: www.alnorte.org.br. (DA REPORTAGEM LOCAL) Folha de S. Paulo, 31/10/2002, caderno cotidiano, PANORÃMICA. postado por: Eduardo Pereira 13:48 30.10.02 INICIATIVA Ana Helena Vicintin, Ary Perez e Maria Camila Giannella são algumas das personalidades envolvidas na ONG Associação Cairuçu, formada por moradores do condomínio Laranjeiras, que será lançada hoje. O condomínio é um reduto de ricos e famosos como Antônio Ermírio de Moraes e Eugênio Staub. A ONG vai ajudar comunidades próximas ao condomínio, em Parati, e cuidar do ambiente. Os recursos vêm de doações mensais dos condôminos. Folha de São Paulo, São Paulo; quarta-feira, 30 de outubro de 2002, coluna de Mônica Bergamo. postado por: Eduardo Pereira 18:30 29.10.02 Acúmulo de lixo perigoso leva à reciclagem de celulares nos EUA SÃO FRANCISCO, Estados Unidos - Com os clientes trocando periodicamente de provedores de serviços de telefonia celular e com as subsequentes compras de aparelhos mais novos, os telefones celulares descartados estão chegando aos incineradores e aterros sanitários dos Estados Unidos em volume recorde, contaminando o meio ambiente. Mas agora os usuários têm a opção de doar os celulares indesejados para organizações sem fins lucrativos, países em desenvolvimento ou de reciclar seus componentes de maneira ambientalmente segura. "Com um telefone do ano passado doado à organização assistencial internacional CARE, você provavelmente alimentaria alguém por um mês, com as receitas geradas", disse Seth Heine, presidente da Collective Good, uma organização assistencial sediada em Atlanta que administra um programa de coleta de celulares usados no site http://www.collectivegood.com. "O simples ato de reciclar seu celular pode ter profundas ramificações", disse Heine. "O dinheiro pode ser usado para imunização, a fim de impedir que uma criança morra de alguma doença, ou pode-se salvar cerca de 100 metros quadrados de floresta tropical para sempre." Mais de 128 milhões de pessoas nos Estados Unidos usam telefones celulares, e tipicamente os substituem a cada 18 meses, de acordo com um estudo recente da INFORM, uma organização de pesquisa ambiental sediada em Nova York. Até 2005, o grupo prevê que cerca de 130 milhões de telefones celulares, com peso total de 65 mil toneladas, serão "aposentados" ao ano nos Estados Unidos. Não só esses telefones aumentam o volume de lixo que chega aos aterros sanitários como, dizem os especialistas, as substâncias tóxicas que eles emitem são particularmente prejudiciais ao meio ambiente. Os telefones contêm produtos químicos tóxicos, persistentes e bio-acumulativos, conhecidos como PBT, que já foram associados ao câncer e a outras doenças reprodutivas, e neurológicas e de desenvolvimento, segundo a INFORM, um organização de pesquisa ambiental sediada em Nova York. Os produtos químicos dos celulares não se degradam, e sim "acumulam-se no meio ambiente e podem causar danos ao ecossistema", espalhando-se pela cadeia alimentar à medida que as pessoas comem plantas, gado e frutos do mar, diz Eric Most, diretor do Programa de prevenção de Resíduos Sólidos da INFORM. Reuters, 29/10, 11:19. postado por: Eduardo Pereira 19:18 28.10.02 Lucro e impunidade O comércio ilegal de animais silvestres já movimenta no Brasil US$ 1 bilhão, por ano. O dado está no livro Animais silvestres - vidas à venda, que será lançado dia 5, no Ibama, em Brasília. Entre macacos, araras, papagaios, tartarugas, peixes, cobras, aranhas e borboletas, 12 milhões de bichos são retirados por ano de seu hábitat por bandidos que ganham rios de dinheiro com essa atividade. Infelizmente, poucos são presos e processados. Jornal do Brasil, 28/10/2002, coluna de Ricardo Boechat postado por: Eduardo Pereira 14:41 23.10.02 Planta está em extinção (Continuação) Conscientização "É preciso conscientizar as pessoas. O comércio do xaxim é ilegal e só deverá ser retomado quando for estabelecido um plano de manejo para o cultivo da planta", afirmou Suelma Silva, coordenadora do grupo de trabalho do xaxim do Ibama. Por essa razão, especialistas encorajam paisagistas e demais pessoas a substituir o xaxim pela fibra de coco ou por cascas de árvores, no caso de necessidade de substrato para plantas. FIM Folha de São Paulo, terça-feira, 22 de outubro de 2002, caderno Agro, de CÍNTIA CARDOSO. postado por: Eduardo Pereira 01:19 AMBIENTE Planta está em extinção Fibra de coco substitui xaxim na jardinagem DA REPORTAGEM LOCAL Há dez anos na lista do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) de espécies ameaçadas de extinção, o xaxim (Dicksonia sellowiana) já pode ser substituído por um produto ainda pouco conhecido e explorado no Brasil: a fibra de coco. O produto, que é fabricado a partir das cascas de coco verde ou seco, pode entrar no lugar do xaxim na fabricação de vasos e de estacas para suporte de plantas. Algumas empresas brasileiras, como a Coco Verde e a Biomix, por exemplo, já têm no mercado artigos à base da fibra. Segundo os fabricantes, a durabilidade média dos artigos de fibra de coco varia de cinco a seis anos. Além disso, apresentam a vantagem de não ser eventuais hospedeiros de insetos. Porém os produtos têm a desvantagem de ser até três vezes mais caros que os produzidos com xaxim. Uma estaca da planta custa cerca de R$ 0,50. O similar de fibra de coco sai em média por R$ 1,70. Mas a maior dificuldade para aumentar o mercado de produtos à base de coco é o desconhecimento dos consumidores. "A maioria da população nem sabe que o xaxim é uma espécie em extinção", diz Carlos Mendes, proprietário da Biomix. A substituição do xaxim pela fibra também esbarra em outro problema: a produção ainda incipiente. São 40 milhões de toneladas produzidas por ano no Brasil, contra 1,02 bilhão fabricado na Índia, líder do ranking mundial de produtores. Mesmo assim, o potencial de crescimento do mercado brasileiro motivou o secretário de Estado de Agronegócios da Índia, Ashok Pradhan, a declarar, em visita ao país em maio, a intenção de futuramente investir em joint ventures de agroindústrias indo-brasileiras para o beneficiamento e manufatura da fibra de coco. Segundo Philippe Jean Henri Mayer, gerente de projetos e negócios da Coco Verde, a sua empresa já está um passo à frente da tecnologia indiana. "Enquanto os indianos fabricam a fibra com coco seco e látex, nós a produzimos só com a palha do coco verde. Somos os únicos no mercado." Comércio ilegal Encontrado na região da mata atlântica, o xaxim, também conhecido como samambaia-açu, se assemelha a uma palmeira. Segundo especialistas, a planta leva de 50 a 100 para atingir um metro e, hoje, os espécimes com valor comercial estão localizados apenas em alguns trechos do Estado de Santa Catarina. Em 2001, uma resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) proibiu o corte e a exploração de espécies ameaçada de extinção nativas da mata atlântica. No entanto a planta continua a ser usada em larga escala na jardinagem. (Continua) Folha de São Paulo, terça-feira, 22 de outubro de 2002, caderno Agro, de CÍNTIA CARDOSO. postado por: Eduardo Pereira 01:17 21.10.02 Verde total O escultor Frans Krajcberg está criando o Instituto Krajcberg de Arte e Meio-Ambiente. Tunga e Antônio Dias vão ceder obras para arrecadar recursos, que virão também das vendas de trabalhos do próprio Krajcberg. Militante ecológico, ele quer promover intercâmbio internacional de estudantes e publicar livros de arte e ecologia. O escultor pretende aproveitar a estrutura dos museus Krajcberg que já estão em construção: um em Nova Viçosa, na Bahia; e outro em Paris, que será inaugurado em 2003. Um terceiro museu Krajcberg será instalado em Curitiba. Na semana passada, o artista assinou uma parceria com o governo do PR, que lhe cederá um espaço em troca da doação de 30 peças, que valem US$ 3 milhões. Folha de São Paulo, 21/10/2002, caderno Ilustrada, coluna de Mônica Bergamo, pág. E2. postado por: Eduardo Pereira 17:18 12.10.02 PRIMAVERA Inventário deve mapear árvores floridas Prefeitura planeja fazer censo do verde Quais árvores dão cores à cidade, quantas são, onde elas se espalham e quais as pragas e outros inimigos que enfrentam. Esses são alguns propósitos do inventário da arborização, uma espécie de "censo verde" que a Prefeitura de São Paulo está planejando. Quando o inventário estiver delineado, vai ser possível saber, por exemplo, onde se concentram as sibipirunas (Caesalpinia peltophoroides), árvores que nesta época do ano estão floridas de amarelo. O jacarandá mimoso (Jacaranda mimosaefolia), de flores azuis-arroxeadas, também está na fase mais colorida de seu ciclo. Pela manhã, em muitos pontos da cidade, especialmente nos Jardins, sibipirunas e jacarandás formam um tapete colorido de flores na calçada. "As sibipirunas indicam o início da primavera", diz o engenheiro florestal Luiz Rodolfo Keller, diretor da Escola Municipal de Jardinagem. O jacarandá mimoso, que ainda tem umas três semanas para ser admirado, costuma florir até final de novembro. "O inverno quente antecipou algumas floradas", diz a bióloga e paisagista Alzira Maria da Rocha Cruz, que ensinou no curso de jardinagem da prefeitura. Quem prestar atenção nas cores da cidade, vai notar também as flores amarelas discretas das tipuanas e a diversidade de tons das buganvílias ou primaveras (Bouganvillea glabra). O guapuruvu, pouco visto em São Paulo, e o manacá da serra, especialmente nas matas em direção ao mar, já estão começando a dar flores. O inventário das árvores vai poder constatar, também, que muitas delas estão morrendo por podas inadequadas. "É preciso impedir que a cidade perca suas árvores de forma tão agressiva", diz Alzira Cruz. Folha de São Paulo, 12/10/2002, caderno cotidiano, de AURELIANO BIANCARELLI. postado por: Eduardo Pereira 12:49 MOBILIZAÇÕES REALIZADAS PELO IDEC Os alimentos geneticamente modificados No Brasil, a discussão a respeito dos riscos dos alimentos geneticamente modificados, apesar de recente, já provoca a manifestação de diversos segmentos sociais, como vem ocorrendo em todo o mundo. Por exemplo, a SBPC -Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, o Ministério Público Federal, o IBAMA -Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, os PROCONs, além das organizações não-governamentais de proteção do consumidor e do meio ambiente, como o IDEC e o Greenpeace, explicam os riscos envolvidos e, por isso, solicitam do Governo Federal o cumprimento da legislação e muita cautela antes de aprovar qualquer liberação de produto transgênico. O IDEC está acompanhando este tema desde 1996 e não aceita a forma como está sendo conduzido o processo de introdução dos alimentos transgênicos no país. O assunto é absolutamente desconhecido da população, não existindo a publicidade merecida à matéria. Além disso, a autoridade competente para normatização e apreciação dos pedidos das empresas para testes e plantio em solo brasileiro, a CTNBio, ainda não normatizou por completo o tema (faltando regras fundamentais sobre segurança alimentar, rotulagem e comercialização), mas já concedeu parecer conclusivo favorável ao primeiro pedido (o pedido da Monsanto) para plantio em larga escala para comercialização. Em outras palavras, a CTNBio está decidindo apressadamente esta questão de relevância, com graves riscos para o meio ambiente e para a saúde do consumidor. Dois direitos básicos dos consumidores devem ser respeitados: o Direito à Informação e o Direito de Escolha. Por isso, deve ser instituída a informação obrigatória e clara nos rótulos sobre o tipo de modificação genética que os alimentos sofreram. Há uma grande resistência de setores governamentais, apoiados pela empresas de biotecnologia, para que se limite ao máximo esta exigência, escondendo informação relevante sobre a origem, natureza, qualidade e riscos dos produtos, o que se configurará em um flagrante desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor. Outra reivindicação: maior transparência no processo de regulamentação e autorização de experimentos, plantio ou comercialização desses produtos no país. Da mesma forma, queremos que o setor empresarial se posicione. Por exemplo, o IDEC está solicitando às principais indústrias de alimentos do Brasil que respondam como agirão em relação a esses produtos, especialmente se concordam com a exigência de rotulagem plena dos "engenheirados". Em suma, há a disposição das associações de consumidores de agir contra todas as medidas que desrespeitarem os direitos dos consumidores nesse processo, não estando descartados nem mesmo o boicote aos produtos e às empresas -ou as ações no âmbito judicial. Idec postado por: Eduardo Pereira 03:08 IDEC EM AÇÃO Idec e Greenpeace fazem ato de protesto contra os transgênicos Para marcar o Dia Mundial da Alimentação e os quatro anos da ação judicial que impede a liberação do plantio e comercialização dos alimentos geneticamente modificados no Brasil, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e o Greenpeace promovem um protesto contra a pressão pela liberação dos transgênicos. Autoras da ação judicial, única em todo o mundo a proibir a liberação dos transgênicos em âmbito nacional, as ONGs pretendem também alertar a população sobre a necessidade da rotulagem, caso haja a liberação dos transgênicos e sobre a perspectiva de aumento do percentual permitido para mistura de organismos geneticamente modificados em outros alimentos, que passaria de 4% para 5%. ¿O aumento do percentual desafia o bom senso e desrespeita o cidadão brasileiro. A Europa, que atualmente aceita a inclusão de 1% de transgênicos em seus alimentos, está modificando esse percentual para 0,5%. O Brasil não pode caminhar na contramão. Além de expor nossos cidadãos aos potenciais riscos dos transgênicos à saúde do consumidor, estaremos nos distanciando ainda mais do mercado europeu, o que é ainda mais incongruente dada a necessidade de aumentarmos as exportações¿, diz Marilena Lazzarini, coordenadora-executiva do Idec. Entidades questionarão os candidatos Além de protestar e distribuir a cartilha ¿Alimentos transgênicos: Não Engula Essa!¿ alertando a população sobre os riscos desses alimentos para a saúde e para o meio ambiente, o Idec e o Greenpeace encaminharão aos candidatos a Presidente da República, José Serra e Luiz Inácio Lula da Silva e ao Governo do Estado, Geraldo Alckmin e José Genoino, documentos questionando o posicionamento dos candidatos em relação ao tema. Dia Mundial da Alimentação- Manifestação contra os transgênicos Data: 16/10/2002 Local: Av.Brigadeiro Faria Lima esq. com av. Rebouças Horário: Das 11:30h às 14:00h Idec, 11 de Outubro de 2002. postado por: Eduardo Pereira 03:06 Mude seus hábitos para evitar o desperdício de alimentos Enquanto mais de 50% da população brasileira vive abaixo da linha de pobreza, o lixo das classes média e alta é rico em restos de alimentos. Para que a sociedade brasileira alcance um consumo sustentável, é preciso que cada consumidor faça a sua parte, mudando seus hábitos. Abaixo você encontrará algumas dicas do Idec: Planeje o cardápio da semana antes de ir às compras. Sabendo exatamente o que você irá comer, o desperdício pode ser evitado No supermercado e/ou nas feiras, escolha os produtos a granel, comprando apenas o que vai usar Dê preferência aos produtos com embalagens mais simples e que sejam recicladas e/ou recicláveis, por exemplo, opte por produtos embalados com papel, papelão, que contenham menos plástico e rejeite as que utilizam o isopor como bandeja Leve a sua sacola de pano ou o carrinho e evite que cada produto seja colocado em um saco plástico diferente Organize os produtos na despensa, colocando os que vencem primeiro na frente Pratique uma culinária sustentável, aproveite os ingredientes em sua totalidade (por exemplo, os talos das verduras) e recicle as sobras (por exemplo, estrogonofe de frango que vira torta, feijão que vira sopa) Idec, 11 de Outubro de 2002 postado por: Eduardo Pereira 03:04 11.10.02 SOS na floresta ![]() A União Mundial pela Conservação (www.iucn.org) divulgou na semana passada a lista dos animais e plantas ameaçados de extinção. A relação traz 121 novatos em relação a 2000, o que eleva para 11.167 o número de espécies em perigo. A situação é dramática para o antílope asiático, ou Saiga tatarica, cujos chifres são usados na medicina chinesa (foto). Restam menos de 50 mil do um milhão estimado em 1993. No Brasil, uma das preocupações é o cactus rabo-de-raposa, ou Micranthocereus auriazureus, presente numa área de 5 mil km2, que pode sumir sob as águas de uma hidrelétrica. ![]() Isto É, 16/10/2002, coluna Século 21. postado por: Eduardo Pereira 02:14 5.10.02 População quer, mas ainda não recicla Já existe, entre as mais diversas classes sociais, vontade de fazer a separação do lixo e de entregá-lo para a reciclagem. Para que a consciência se transforme em prática, porém, ainda é preciso percorrer um longo caminho. A conclusão se aplica ao caso do projeto Reciclagem na Feira, implantado pela Prefeitura de São Paulo, mas também reflete o posicionamento de mil pessoas ouvidas pela empresa multinacional de pesquisas Research International nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O estudo mostrou que 94,7% dos entrevistados já ouviram falar em reciclagem, que eles conseguem identificar os produtos passíveis de reaproveitamento (com exceção dos resíduos orgânicos) e que 47% são simpáticos ou estão dispostos a separar o lixo. Só 27,1%, entretanto, já fazem efetivamente a separação, mesmo percentual dos que disseram não se preocupar com o assunto ou não souberam responder. A situação melhora conforme o entrevistado sobe na escala socioeconômica ou educacional, e os gaúchos são os líderes na prática: 58% disseram participar de coleta seletiva. São Paulo, o segundo colocado, tem só 24,5% dos entrevistados envolvidos -0,5 ponto percentual a menos que os 25% considerados por especialistas o mínimo para que um programa realmente funcione. "Os dados não surpreendem e reforçam, como já prevíamos pelas experiências práticas, a existência de uma demanda reprimida por programas de coleta seletiva", afirma Elisabeth Grimberg, coordenadora de ambiente urbano do Instituto Pólis e coordenadora-geral do Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo. O que falta para sair da adesão para a ação? "Políticas públicas apoiadas em campanhas que mostrem, além das vantagens ambientais da reciclagem, os ganhos sociais que a coleta seletiva pode trazer", sustenta ela.Segundo Elisabeth, a palavra-chave é informação. "Programas desenvolvidos pelo poder público ou por ONGs não funcionam sem um trabalho forte de educação tampouco sem que seja oferecida boa infra-estrutura para recebimento dos recicláveis." (MV) Folha de São Paulo, 4/10/2002, caderno cotidiano, Mariana Viveiros. postado por: Eduardo Pereira 02:45 Lixo eleitoral será reutilizado Dia de eleição é dia de muito papel jogado na rua. Neste ano, porém, além de recolher do chão os santinhos e panfletos usados na boca-de-urna, a Prefeitura de São Paulo vai mandar parte do material coletado para a reciclagem. Em 16 das 31 subprefeituras, o lixo eleitoral (basicamente de papel e plástico) será levado para a usina de compostagem mais próxima, onde passará por triagem, será guardado e, posteriormente, vendido para recicladoras ou dado a entidades assistenciais. Serão reciclados também faixas e banners caídos nas vias ou em mau estado de conservação. O resto do lixo eleitoral é de responsabilidade dos candidatos. (MV) Folha de São Paulo, 4/10/2002, caderno cotidiano, Mariana Viveiros. postado por: Eduardo Pereira 02:42 SP aposta em feiras para ampliar reciclagem (continuação) Na prática O projeto da prefeitura ganhou o apoio do sindicato dos feirantes, o que reflete a aprovação nas próprias feiras. "A separação do lixo tem funcionado muito bem e é ótima porque a rua fica mais limpa", diz Eduardo Amaro Araújo, 33, que vende frutas na praça Benedito Calixto, em Pinheiros, primeira a ter a coleta seletiva. Ainda não conseguiu, porém, sensibilizar os consumidores. Terça-feira passada, de manhã, na Benedito Calixto, a participação dos clientes era nula. O principal motivo: falta de informação. "Eu acho a idéia ótima para a feira, mas não sabia que poderia trazer também o meu lixo", disse a aposentada Maria das Graças Leme, 75. "Quem sabe na próxima semana", completou. Segundo o Limpurb, no mês de setembro (até dia 25), a média de material reciclável entregue pelos frequentadores foi de 239 kg de resíduos por feira (ou 4,3 t por semana) -o que representa só 12% de tudo o que é recolhido. Folha de São Paulo, 4/10/2002, caderno cotidiano, Mariana Viveiros. postado por: Eduardo Pereira 02:38 LIXO Projeto de separação de resíduos já funciona em 18 locais em Pinheiros e no Butantã; coleta seletiva aumentou 150% SP aposta em feiras para ampliar reciclagem Enquanto a coleta seletiva de porta em porta não vem, os moradores da cidade de São Paulo têm a oportunidade de começar a "treinar", levando seu materiais recicláveis para uma das 18 feiras livres nos distritos de Pinheiros e Butantã (zona oeste da capital), onde a prefeitura já implantou o programa Reciclagem na Feira. Iniciado em julho, os resultados já são animadores: em pouco mais de dois meses, a coleta seletiva oficial passou de quatro para dez toneladas diárias de recicláveis (150% a mais). O projeto é uma aposta do município para ampliar o reaproveitamento do lixo, reduzir o volume que vai para os aterros sanitários e melhorar a qualidade do composto produzido a partir dos resíduos orgânicos nas usinas de compostagem. De quebra, mantém a higiene das feiras e facilita a limpeza final das ruas onde elas ocorrem. Embora ainda atinja só 1,9% das feiras da capital (são 950 no total) e ainda conte com a participação efetiva apenas dos próprios feirantes, a idéia já apresenta resultados promissores, diz Luciano Legaspe, chefe do Núcleo de Resíduos Orgânicos do Limpurb (Departamento de Limpeza Urbana). Por isso a meta é ampliar o projeto. Até o fim de outubro serão incluídas mais 12 feiras na Sé (centro), e Legaspe afirma estar estudando uma forma de introduzir a coleta seletiva em pelo menos metade dos contratos de limpeza de feiras da prefeitura. Tudo isso sem gastar nada a mais. O material separado é recolhido, durante todo o dia, em grandes sacolas de ráfia (a maior parte delas doadas por empresas de construção civil), com capacidade para mil litros cada. Uma recebe só madeira, cascas de coco e palha; outra é reservada ao material orgânico; e uma terceira recolhe os demais produtos recicláveis (papel, plástico, vidro e metais). Tudo é levado para a usina de Vila Leopoldina, na Lapa (zona oeste), onde o resíduo orgânico vira composto e os demais são encaminhados para os aterros ou vendidos para empresas recicladoras. Outra proposta para os restos de alimentos é usá-los para alimentar os animais nos parques. Folha de São Paulo, 4/10/2002, caderno cotidiano, Mariana Viveiros. postado por: Eduardo Pereira 02:37 4.10.02 Mata nativa de SP cresce após 30 anos (cont.) Próximos passos Por tudo isso, ainda não é hora para contar vantagem, na avaliação de Márcia Hirota, diretora de Projetos da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (que terá uma edição atualizada até o fim do ano). Para Márcia, o pequeno crescimento verificado pelo estudo do Instituto Florestal se deve mais a uma diminuição no ritmo de desmatamento -que deu espaço para a regeneração natural das áreas que deixaram de ser destruídas- do que às ações de recuperação e reflorestamento em si. "A manutenção dessa tendência positiva depende de trabalho efetivo e casado do poder público e das ONGs. O desmatamento não parou, é preciso ficar atento a isso. Nosso objetivo é um desmatamento zero, mas não sei quando vamos conseguir isso", diz. Márcia acrescenta que a redução na degradação da mata atlântica também se verificou no Rio Grande do Sul e em outros Estados onde há remanescentes. "Sem dúvida há mais conscientização por parte das pessoas, o que faz com que devastem menos e é, em grande parte, mérito das ONGs. Por outro lado, as leis também ficaram mais rígidas e há maior controle. Mas dá até medo de dizer que está melhor porque pode dar uma idéia de que é possível destruir um pouco mais." Na opinião de Márcia, merecem atenção especial, a partir de agora, as áreas no entorno das regiões de preservação e as matas ciliares (ao longo dos corpos d'água). "Temos também de pensar na conectividade dos fragmentos de mata, buscando implantar corredores verdes entre eles", diz Kronka. Os maiores remanescentes de vegetação nativa se concentram no litoral do Estado e na região de Sorocaba, que detêm, respectivamente, 34,2% e 21% de toda a vegetação natural de São Paulo. Folha de S.Paulo, 04/10/2002, 03h27, Mariana Viveiros. postado por: Eduardo Pereira 12:20 Mata nativa de SP cresce após 30 anos Depois de três décadas de aumento de devastação da vegetação nativa remanescente no Estado de São Paulo, o território verde paulista parou de encolher. Durante os anos 90, chegou a crescer 2,04%. Na avaliação de especialistas do governo e de ONGs, o fato indica o início de uma inversão na tendência do desmatamento. O desafio agora é mantê-la. São Paulo ganhou, entre 1990 e 2001, 678 km2 de vegetação nativa, o que equivale a pouco mais de duas florestas da Tijuca (RJ), maior mata urbana do mundo. Pode parecer pouco, mas é um avanço quando se percebe a rapidez e as dimensões da destruição no período anterior, avalia o agrônomo Francisco Kronka, do Instituto Florestal, ligado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente. No início dos anos 90, a vegetação nativa já havia sido reduzida a pouco menos da metade dos 72,6 mil km2 existentes em 1962, Kronka coordenou a elaboração do diagnóstico "Situação Atual dos Remanescentes da Cobertura Vegetal Natural do Estado de São Paulo". O trabalho integra o Programa Biota, financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Estudos semelhantes foram feitos em 1962, 1971 e 1991. Entre as causas apontadas pelo pesquisador para o aumento da vegetação paulista estão uma fiscalização mais efetiva _sobretudo no litoral, onde estão os maiores remanescentes de mata atlântica_; a implantação de novas áreas de conservação, como o Parque Estadual do Rio do Peixe, no pontal do Paranapanema (extremo oeste de SP); a ampliação das estações ecológicas de Jataí e de Assis; a ação das ONGs na formação de uma consciência ambiental mais forte entre as comunidades; e os avanços conseguidos com o PPMA (Programa de Proteção à Mata Atlântica), financiado em parte pelo banco alemão KFW (sigla para Banco de Investimentos em Recuperação). Quase uma ótima notícia A notícia seria melhor se mostrasse a recuperação vegetal em todo o Estado, o que não acontece. O estudo dividiu São Paulo em 11 regiões, das quais 5 registraram crescimento da área verde desde 1990: Vale do Paraíba (26,6%), Litoral (9,6%), São Paulo (6%), Presidente Prudente (3,6%) e Ribeirão Preto (2,5%). Por outro lado, seis regiões ainda tiveram queda na vegetação nativa: Araçatuba (20,8%), São José do Rio Preto (16%), Bauru (13,3%), Marília (10,8%), Sorocaba (6,4%) e Campinas (3,7%). O mais grave é que, à exceção de Sorocaba, as reduções mais significativas ocorreram justamente onde a extensão das áreas verdes já era menor em 1990. Também em relação ao tipo de vegetação, as matas e capoeiras (consideradas um estágio inicial na formação das florestas) cresceram, juntas, 1,32%, enquanto os cerrados e campos diminuíram, no total, 27,8%. Já as vegetações de mangue, várzea e restinga (típica do litoral) tiveram um aumento registrado mais em razão do progresso tecnológico das formas de detecção do que da preservação propriamente dita. Folha de S.Paulo, 04/10/2002, 03h27, Marian postado por: Eduardo Pereira 12:19 3.10.02 Crianças e cães malcriados dão quase na mesma Volto a bater na tecla da lei que pretende proibir a criação e a venda de cães pit bull, mastim e rottweiler, que deve ser sancionada (ou não) em breve. Veja o que diz sobre esse tipo de legislação a professora da Universidade do Kansas Janice Swanson, uma autoridade em comportamento animal: "Alguns governos decidiram que as pessoas não têm responsabilidade, então eles partiram para a proibição. Mas pegar uma raça como alvo e considerar perigosos todos os cães dessa raça é uma injustiça". Se o que a professora diz é verdade, ao ratificar ou descartar a nova lei, o governador Alckmin estará, na realidade, julgando se a população tem ou não responsabilidade para possuir animais de estimação. Se você analisar como são educadas as crianças tapuias, especialmente aquelas das classes mais altas, provavelmente chegará à conclusão de que nós não somos exatamente os melhores educadores do mundo. Seja de gente ou de maritacas. O brazuca costuma tratar o filho como se ele estivesse acima do bem e do mal. Desde a tenra idade, tudo é permitido. Se o guri cola na escola, é aplaudido em casa. Se se mete em confusão com a polícia, os pais são capazes de vender tudo o que têm para livrar a cara dele. Basta ver a quantidade de crianças correndo e gritando livremente nas pizzarias aos domingos para saber que impor limites na infância é um conceito que não nos comove. Da mesma forma que não sabemos encaminhar para a vida os nossos descendentes, também temos grandes dificuldades com os cães. Veja o exemplo do labrador. Usado como cão-guia com grande êxito em outros países, no Brasil o labrador muitas vezes é agressivo e difícil de adestrar. Isso não pode ser um acidente geográfico. É bem mais provável que a maioria dos labradores desobedientes seja proveniente de canis que não souberam lidar com eles e seus antepassados quando pequenos. Cães são como crianças. Precisam ter limites estabelecidos desde cedo. E, como descendem do lobo, um animal de matilha, eles têm grande apreço pela hierarquia e suplicam para que ela lhes seja imposta. A diferença é que os cães desobedientes não são como os filhos malcriados, que crescem para usar frases como: "Sabe com quem está falando?". Eles se tornam perigosos. Não podemos multar os pais que educaram mal os filhos, mas, antes de tomar medidas drásticas, que tal começar aplicando multas pesadas nos donos de cães que ferem? Folha de São Paulo, 27/9/2002, caderno Cotidiano, Barbara Gancia postado por: Eduardo Pereira 01:05 Cães na mira da lei Projeto paulista reabre o debate sobre o perigo de cães como pit bull, rottweiler e mastim Pit bulls, rottweilers e mastins napolitanos podem se tornar animais em extinção em São Paulo. A Assembléia Legislativa do Estado aprovou um projeto de lei que proíbe a importação, a reprodução e a venda de cães dessas raças e veta sua circulação pelas ruas sem o uso de guia de segurança e identificação. 'Não é mais possível ver tanta gente sendo vitimada por esse tipo de animal', resume o deputado Gilberto Nascimento (PSB), autor do projeto, que ainda precisa ser sancionado pelo governo. Obviamente a proposta desagradou aos criadores. 'É uma medida demagógica. O que se deveria discutir é a responsabilidade civil e criminal do proprietário em relação aos atos do cão', afirma Gilberto Maturano, presidente da Associação Paulista de Rottweiler (Apro). No centro da polêmica está o debate sobre a capacidade de socialização desses animais, em especial o pit bull. Criadores e veterinários garantem que se trata de um cachorro como qualquer outro, porém a própria origem da raça dá margem a dúvidas. Ela foi desenvolvida por meio do cruzamento entre cães agressivos, no século XIX, para brigar com touros. 'O pit bull é dócil, porém extremamente forte, e por isso pode ser aproveitado em rinha quando é treinado', diz o veterinário Mário Ferrazzoli. 'O problema é que há muita gente má, que só treina o cachorro para brigar, e outro tanto de despreparados, que não sabem criar o animal', diz Renata Bitencourt, presidente do Pit Bull Clube do Brasil. As explicações variam, mas o problema é um só: cães agressivos mordem, incomodam e até matam. Por que expor o cidadão a esse risco? Projetos semelhantes já foram aprovados em diversos municípios do interior paulista e nos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. As contestações judiciais e a fiscalização inexistente, porém, tornaram seu efeito nulo. 'O problema real é de falta de aplicação do que já está previsto na lei', diz Luiz Flávio Gomes, especialista em Direito Criminal. 'Em casos de ataque ou morte causada por animais, o Código Penal prevê pena de prisão para os proprietários.' É o que ocorre nos Estados Unidos. Há dois meses Marjorie Knoller foi condenada a quatro anos de prisão por homicídio culposo pela morte de sua vizinha, Diane Whipple, atacada por seus cachorros. É a terceira sentença semelhante nos EUA. No Brasil, a Justiça ainda é tímida. Um dos poucos exemplos positivos foi o das aposentadas Delma e Divanita de Carvalho, de São Paulo, que em 1999 ganharam R$ 5 mil por danos morais da dona de três rottweilers que as atacaram e feriram, além de quase matar seu cachorrinho de estimação. Bom exemplo. Revista Época, Edição 228, 30/09/2002, Ana Cristina Rosa postado por: Eduardo Pereira 01:04
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